sábado, 26 de setembro de 2009

O Preconceito Linguístico - Marcos Bagno

Variação lingüística e preconceito

Da mesma forma que a humanidade evolui e se modifica com o passar do tempo, a língua acompanha essa evolução e varia de acordo com os diversos contatos entre os seres pertencentes à comunidade universal. Assim, é considerada um objeto histórico, sujeita a transformações, que se modifica no tempo e se diversifica no espaço. Existem quatro modalidades que explicam as variantes lingüísticas:

  1. variação histórica (palavras e expressões que caíram em desuso com o passar do tempo);
  2. variação geográfica (diferenças de vocabulário, pronúncia de sons e construções sintáticas em regiões falantes do mesmo idioma);
  3. variação social (a capacidade lingüística do falante provém do meio em que vive, sua classe social, faixa etária, sexo e grau de escolaridade);
  4. variação estilística (cada indivíduo possui uma forma e estilo de falar próprio, adequando-o de acordo com a situação em que se encontra).

Entretanto, mesmo que as variantes acima descritas expliquem as variações lingüísticas, o falante que não domina a língua denominada "padrão" por sua comunidade lingüística, sofre preconceitos e é "excluído" da "roda dos privilegiados", aqueles que tiveram acesso à educação de qualidade e, por isso, consideram-se "melhores" que os demais. Esse tipo de preconceito é denominado preconceito lingüístico.

De acordo com Marcos Bagno, "preconceito lingüístico é a atitude que consiste em discriminar uma pessoa devido ao seu modo de falar". Como já dito, esse preconceito é exercido por aqueles que tiveram acesso à educação de qualidade, à “norma padrão de prestígio”, ocupam as classes sociais dominantes e, sob o pretexto de defender a língua portuguesa, acreditam que o falar daqueles sem instrução formal e com pouca escolarização é “feio”, e carimbam o diferente sob o rótulo do ”erro”. Infelizmente, “preconceito lingüístico” é somente uma denominação “bonita” para um profundo preconceito “social”: não é a maneira de falar que sofre preconceito, mas a identidade social e individual do falante.

Há muitos preconceitos no mundo todo: preconceito racial, preconceito contra os pobres, contra as mulheres..., enfim, uma infinidade de “absurdos” cometidos por parte dos “ignorantes”. Mas, dentro do chamado “preconceito lingüístico”, posso citar alguns considerados “destaque”, devido à constante freqüência de suas ocorrências.

“A norma padrão constitui o português correto; tudo o que foge a ela representa erro”. Dentro do ambiente escolar, muitos professores costumam repetir essa frase. Porém, é necessário que eles compreendam que não existe português certo ou errado, mas modalidades de prestígio ou desprestígio que correspondem ao meio e ao falante. O apagamento de uma modalidade em favor de outra é despersonalizador, pois o indivíduo, ao ingressar na escola, possui um repertório cultural já formado pelo seu meio e, se lhe for dito que tudo o que conhecia (no caso, sua linguagem) é “errado”, perderá sua identidade verdadeira e poderá adquirir o preconceito. Por isso, é desejável que o aluno não abandone sua modalidade em seu meio. Mas, a prática da norma culta deve ser ensinada para a promoção social do mesmo.

As instituições de ensino deveriam tratar a questão do ensino da norma culta e das variantes lingüísticas de maneira com que os alunos conseguissem compreender a norma e suas variantes. Deveriam promover aos alunos uma reflexão sobre a língua materna, distinguindo o que é adequado ou inadequado em determinadas situações de uso. Dessa forma, a classe sócio-economicamente desprivilegiada teria a oportunidade de ascensão social e de acesso aos instrumentos culturais, obtendo prestígio.

Mas, ao contrário do que é realmente adequado ao ensino da língua, as escolas estão mantendo as classes menos favorecidas em um baixo patamar, sem lhes promover o conhecimento da língua materna e a reflexão sobre as variações lingüísticas existentes, privando-as de uma oportunidade de ascensão social.

É importante que os professores promovam os instrumentos necessários para que os alunos possam ser capazes de compreender as linguagens formal e informal e adequá-la às diversas situações que lhes acontecerem. Há também a necessidade de fazê-los refletir sobre o que é “certo e errado”, levando em consideração as diversas variações históricas, estilísticas, geográficas e sociais que a linguagem possui.

“O bom português é aquele praticado em determinada região”, “O caboclo fala errado”, “Nenhum brasileiro fala o português corretamente”. Indivíduos não conhecedores das variantes lingüísticas “adoram” fazer afirmações como essas. Mas é preciso que coloquem em suas mentes que a língua varia de acordo com a região em que é falada (devido à sua cultura, costumes e classe social) e que essa variação afeta a norma criando, então, uma modalidade de linguagem para cada situação específica de ocorrência verbal. Não existe então “certo e errado” no ato lingüístico, mas sim variantes decorrentes de alguns fatores como região, classe social e etc.

“O bom português é o das épocas de ouro da literatura”. Primeiro, há um português culto falado e um escrito. Mas a língua escrita é mais conservadora que a falada; segundo, a norma ancora a língua no contemporâneo; terceiro, a língua é um fenômeno social, e sua existência prende-se aos grupos que a instituíram.

Bagno afirma que “A mídia poderia ser um elemento precioso no combate ao preconceito lingüístico. Infelizmente, ela é hoje o pior propagador deste preconceito. Enquanto os estudiosos, os cientistas da linguagem, alguns educadores e até os responsáveis pelas políticas oficiais de ensino já assumiram posturas muito mais democráticas e avançadas em relação ao que se entende por língua e por ensino de língua, a mídia reproduz um discurso extremamente conservador, antiquado e preconceituoso sobre a linguagem”.

Programas de rádio e televisão, sites da internet, colunas de jornal e outros meios de multimídia estão cheios de “absurdos” teóricos e “distorções”, pois são feitos por pessoas sem formação científica sobre o assunto. Divulgam “bobagens” sobre a língua e discriminam os estudiosos da linguagem. Isso atrapalha a desmistificação do “certo e errado” e acaba propagando o preconceito.

Em suma, para se acabar com o preconceito, seja ele racial, social ou qualquer outro, é necessário que haja uma democratização da sociedade, que dê oportunidades “iguais” a todos, reconhecendo e respeitando suas diferenças. E mais: a palavra “preconceito” significa um “pré” conceito daquilo que ainda não se conhece a fundo. A partir do momento em que se estuda determinado assunto, que se aprende sobre ele, o que se deve adquirir é “respeito”, e não “discriminação”.


Extraído de: Wikipédia

Linguística Geral - Semana 1,2 e 3 - Resumo

Professora Rossana Finau - Linguística Geral - UTFPR
Aula embasada no livro "Introdução à Linguística - I. Objetos Teóricos - José Luiz Fiorin"



Linguagem, língua, linguística - Margarida Petter



1. Uma breve história do estudo da linguagem.

- 1º estudiosos foram os hindus, para manter a língua imaculada, e o textos sagrados do Veda não serem modificados em traduções vulgares.
- 2º estudiosos foram filosofos gregos, que tentavam responder à pergunta: Haverá uma relação necessária entre a palavra e o seu significado?
- 3º o latino Varrão dedica-se à gramática.
- 4º Na Idade Média os modistas consideraram que a estrutura gramatical das línguas é una e universal,e que as regras da gramática não dependem do idioma referido.
- 5º Durante a reforma religiosa (séc. XVI) os textos sagrados são traduzidos em várias línguas, e surge o primeiro dicionário poliglota (1502).
- 6º Nos séc XVII e XVIII a Gramática de Port Royal, demonstra que a linguagem se funda na razão, e que é imagem do pensamento. (Não importa o idioma)
- 7º Com o aumento do numero de linguas conhecidas através do globo diminui o interesse pelo estudo mais abstrato d elinguagem, e parte para um lado mais comparativo. Esse novo estudo embasa a metodologia atual da linguística, ele prova que a língua muda com o tempo, de forma regular.
Franz Bopp publica em 1816 sua obra em que compara o grego ao latim, ao persa e ao germanico, e é considerada o marco do surgimento da Linguística Histórica.
Foi nessa época que os estudos linguísticos começaram a olhar a língua falada como objeto de estudo, pois antes voltavam-se apenas para a língua escrita, até que perceberam que as mudanças ocorridas nos textos haviam principiado na língua falada, muito tempo antes. Só em 1916, coma divulgação das obras de Saussure é que a Linguística deixa de ser submetida à outros estudos e passa a ser uma ciência independente.

2. O que é a linguagem?(segundo Saussure)

Saussure introduz a visão sincrônica de linguagem, para ele, não se pode estudar a língua como um todo, e sim, se devem fazer recortes temporais para estudá-la, pois ela é, acima de tudo, social, e o meio a afeta. O dicotomismo é muito presente em todo o estudo saussureano, primeiro ele divide linguagem e a língua, e define que a língua é o objeto de estudo da linguística, pois a linguagem é muito ampla, e impossível de ser estudada inteira de uma vez. Depois divide a língua em parole ( o individual da língua, nosso desempenho linguístico, que não deve ser estudado já que é dependente das pessoas,e não pode ser generalizado); e a langue que é a estrutura, o psicologico, social, que pode ser generalizado, portanto digno de estudos da ciência.
A lingua para ele é um sitema de signos, em que uma palavra só tem um significado convencionado pela sociedade e, portanto, não tem nenhuma relação direta com o objeto designado. É a parte social da linguagem, não pode ser modificada pelo falante.



Palavra: -->Significante - Código (idéia de um referente externo ou interno)\__ Comunicação
-->Significado - Imagem Acústica /

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Fundamentos Literários - Semana 1 e 2 - Poletto

Graduação em Português - UTFPR - Fundamentos Literários

Introdução à Literatura, embasado no livro Forma e Sentido do Texto Literário - Salvatori D'Onofrio

Prefácio
- O livro trata do lado sincrônico da obra literária, dos elementos estruturais comuns, independentes de autor, tempo e espaço.
- Difere da abordagem diacrônica ( as duas abordagens se completam) que trata dos aspectos peculiares das obras.
- As produções literárias podem ser agrupadas em três macrogêneros: Narrativa, Lírica e Drama.
- Um bom professor de literatura não se pode fixar em uma única abordagem critica, e sim ter o dominio de várias.
- O próprio texto acaba conduzindo à melhor abordagem para a critica.
- Uma obra literária transcendem a "mundanidade", tem um sentido 'ideal' (ver: Mito da Caverna, A república - Platão).
- Estimula ro hábito da leitura compreensiva de textos é o meio mais eficaz para o povo se acostumar à reflexão.

Teoria preliminar - elementos comuns aos três gêneros.

  • Aristóteles foi quem dividiu as obras literarias em três grandes classes, usando o critédio da qualidade da 'palavra' utilizada, narrada(3ªpessoa), cantada(1ªpessoa), representada(2ªpessoa).

Linguagem: conjunto de signos regido por regras de combinação e apto a expressar um modelo de mundo.

Ste: Significante(símbolo gráfico ou fônico)
Sdo: Significado(conceito ou imagem mental)
R: Referente(objeto designado, não necessariamente real, é o reservatório de todas as experiências, sensações e representações que temos do objeto, seja ele exterior ou interior)

  • A relação entre Ste e R é convencional, pois uma mesma palavra pode ser usada em muitos sentidos diferentes, por isso a linguagem é um leque aberto à inumeras possibilidades.

Significado conceitual se aproxima do que chamamos de conteúdo "denotativo", caracteróistico da linguagem científica e cotiaidana.
Referencias co donteúdo "conotativo", de que é impregnada a linguagem literaria.

  • A linguagem poética é a de maior nível de complexidade pois ela acrescenta ao discurso linguistico um significado novo. Linguagem polivalente

  • O signo poético simultaneamente remete e não remete a um referente: é , ao mesmo tempo, um ser e não ser.

"Uma vez abolidas as relações fixas, a palavra só tem um projeto vertical; é como um bloco, um pilar que mergulha num total de sentidos, de reflexos e remanênciass: é um signo de pé. A palavra poética é um ato sem passado imediato [..] A Palavra é enciclopédoica, contém simultaneamente todas as acepções entre as quais um discurso reacional a teria obrigado a escolher. Ela realiza então um estado que só é possível no dicionário ou na poesia, onde o nome pode viver pirvado de seu artido, reduzindo a uma espécie de estado zero, mas prenhe de todas as especificações passadas e futuras[...] Cada palavra poética constitui assim um objeto inesperado, uma caixa de Pandora, de onde escapam todas as virtualidades da inguagem." Barthes, 6, p.144

Morfofonologia - Aula 1

Morfofonologia - 1ºperíodo - Professor Serrone


Fonética: ciência que apresenta os métodos para a descrição, classificação e transcrição dos sons da fala, principalmente aqueles sons utilizados na linguagem humana.

  • O aparelho fonador.
- Os orgãos que utilizamos para fala não tem essa função específica, todos servem para mais alguma coisa no nosso corpo (ex: respiração, alimentação, percepção)
  • Sistema articulatorio: faringe, língua, nariz, palato, dentes, lábios.
  • Sistema fonatório: Laringe onde está a glote.
  • Sistema respiratório: pulmões, músculos pulmonares, brônquios, traquéia.
- As cordas vocais são músculos estriados que podem obstruir a passagem da corrente de ar.
Epiglote: válvula que pode ser levantada ou abaixada pela laringe, para impedir a entrada de comida nos pulmões.
Existe um número limitado de sons que podemos articular (aproximadamente 120), pelo fato de ser fisiologicamente impossível articular um som, por exemplo, em que a lingua toque a ponta do nariz.
  • 1. A descrição dos segmentos consonantais.
  1. segmento consonantal: som produzido por algum tipo de obstrução nas cavidades supraglotais ( com obstrução total ou parcial da passagem da corrente de ar, podendo ou não haver fricção)
  2. segmento vocálico: a passagem da corrente de ar não é interrompida na linha central e portanto não há obstrução ou fricção.
Qual o mecanismo da corrente de ar? A corrente pode ser pulmonar, glotálica ou velar. Os segmentos consonantais do português são produzidos com o mecanismo de corrente de ar pulmonar.
A corrente de ar é ingressiva(pra dentro) ou egressiva(pra fora)? No português os segmentos consonantais são produzidos com a corrente de ar egressiva.

Qual o estado da glote? Vozeado (ou sonoro) quando as cordas vocais estiverem vibranodo durante a produção de um determinado som. Musculos aproximados.

Desvozeado (ou surdo) quando não houver vibração, os musculos estao separados.

Qual a posição do véu palatino? Para sabermos se o segmento é oral ou nasal devemos nos concentrar na posição da úvula(pinguelim, campainha). Nos segmentos orais a uvula deverá estar levantada, portanto o ar não terá acesso à cavidade nasal.
Nos segmentos nasais a úvula deverá estar abaixada e o ar deve então penetrar na cavidade nasal havendo ali ressonancia.

Qual o articulador ativo? Os articuladores ativos têm a propriedade de movimentar-se (em direção ao articulador passivo) modificando a configuração do trato vocal. Eles são o lábio inferior, a lingua, o véu palatino e as cordas vocais.
  1. -Língua dividida em ápice, lâmina, parte anterior, parte medial e parte posterior.
  2. -O céu da boca é dividido em alvéolos, palato duro, véu palatino e úvula.
Qual o articulador passivo? Eles localizam-se na mandíbula superior, exceto o véu palatino, que está localizado na parte superior do palato. São o lábio superior, os dentes superiores e o céu da boca.
  • Lugar de articulação
  1. Bilabial: O articulador ativo é o lábio inferior, e como o articulador passivo temos o labio inferior. Ex: pá, má, boa.
  2. Labiodental: O articulador ativo é o lábio inferior e o passivo são os dentes incisivos superiores.Ex:Faca, vá.
  3. Dental: O articulador ativo é ou o ápice ou a lâmina da língua e o passivo são os dentes incisivos superiores. Exemplos: data, sapa, Zapata, nada, lata.
  4. Alveolar: O articulador ativo é o ápice ou a lâmina da língua e o passivo são os alvéolos.
  5. Alveopalatal: O articulador ativo é a parte anterior da língua e o passivo é a parte medial do palato duro. Ex: tia, dia, chá , já.
  6. Palatal: O articulador ativo é a parte média d alíngua e o passivo é a parte final do palato duro. EX: banha, palha.
  7. Velar: O articulador ativo é a parte posterior d alíngua e o passivo é o véu palatino. Ex: casa, gata, rata.
  8. Glotal: Os músculos ligamentais da glote comportam-se como articuladores.(só acontece em BH)
Qual o grau e natureza da estritura? Estritura é o termo técnico para a posição assumida pelo articulador ativo em relação ao articulador passivo, indicando como e em qual grau a passagem da corrente de ar através do aparelho fonador. A partir da natureza da estritura classificamos os segmentos consonantais quanto à maneira ou modo de articulação.

  • Maneira ou modo de articulação.
  1. Oclusiva: Os articuladores obstruem completamente a passagem de ar pela boca. Véu palatino levantado e o ar vai para a cavidade oral. São, portanto, consoantes orais.
  2. Nasal: Os articuladores obstruem completamente a passagem de ar pela boca. O véu palatino encontra-se abaixado e o ar dirige-se as cavidades nasais e orais.
  3. Fricativa: Os articuladores se aproximam produzindo fricção ocorre a passagem central da corrente de ar, porém não causa obstrução completa da passagem do ar.
  4. Africada:Na fase inicial da produção de uma africada os articuladores obstruem comppletamente a passagem da correne de ar pela boca,e o véu palatino encontra-se levantado. Na fase final dessa obstrução ocorre então uma fricção decorrente da passagem central da corrente de ar.
  5. Tepe (ou vibrante simples): O articulador ativo toca rapidamente o passivo ocorrendo uma rapida obstrução da passagem da corrente de ar através da boca.
  6. Vibrante (multipla): O articulador atvo toca algumas vezes o passivo causando vibração.
  7. Retroflexa: O palato duro é o articulador passivo e a ponta da língua é o ativo. A produção retroflexa geralmente se dá com o levantamento e encurvamento da ponta da lingua em direção ao palato duro.
  8. Laterais: O articulador ativa toca o passivoe a corrente de ar é obstruida na linha central, o ar então será expelido pelos lados.
Notação dos segmentos consonantais: Modo de articulação + Lugar de articulação + Grau de Vozeamento

Ex: [p]Oclusiva bilabial desvozeada.

Introdução

Meu nome é Bruna Dancini Godk, e sou estudante do 1º período de Letras da UTFPR(Universidade Tecnológica Federal do Paraná) e, como o nome diz, é uma unviersidade envolvida com a tecnologia, e, em tal contexto, tive a idéia de transformar minhas anotações e resumos das aulas em um blog, para que qualquer um tenha acesso à eles, mas, principalmente para facilitar meu estudo posteriormente.


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